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no outro lado do front vi a refração das alfabetizadas ciências deus meu vi o engenho e a arte longe dos barões bufônicos das prosódias divinizadas das seis entidades orquestradas como mísseis de calar dos modernos tempos antigos vi o inglês, o alemão, o francês, o italiano, o espanhol, o português vi ideologia humanista nas seis pirâmides escriturais nas bocas dos sacerdotes dos monastérios os latins ministeriais das sagradas letras dos poemas nos boquetes dos iniciados em palácios de elmos lambendo as glandes das poses das correções ortográficas engolindo as porras das sintaxes na ordem das concordâncias nominais engravidados pela garganta profunda dos espectros verbais vi o monumento à barbárie dos hexagramas das teogonias ocidentais vi a bíblia das traduções imperiais na patrística das metafísicas nas pontas do ceu da boca nas palavras dos seres angelicais vi no outro lado do front as girias dos analfabetos poemando os cristais nos banhos ilimitados dos mananciais despoluindo-se das seis pragas fundamentais surfando no chafariz das praças públicas os erros insubordináveis das coordenadas feiras informais subtrativas das adições em e de e com e pra e por aí sem meus sem seus soprando o castelo de areia das seis famílias gramaticais nas nuas falas dos barbarismos fenomenais as ruas dos coloquialismos sim por aqui de tão lá cantando plurais

Comentários

São disse…
Pois , e aí está o abstruso Acordo Ortográfico, por exemplo...

Bom regresso !

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girassóis

gira nos sóis da lua cheia os lençóis de seu abraço de nudez de cheiros, de boca de lábios de digitais de encontros da assinatura de seu segredo de cabelos de maquilagem de perfume de umidade vaginal do mesmo outro sumo de sua língua a vulva de sua uva é vinho de musa que me abusa de lamber de sua fala de seu olhar de sua bunda de sua rotunda vontade de retumbar os tambores de seu pulso de seu impulso de seu fluxo de seu refluxo de vento que uiva o impossível o silvo do inverossímil no sangue de sua incrível milagrosa e pecaminosa presença religiosa de populismo de fundamentalismo de terrorismo porque amar você é entender os motivos dos ismos do ímã de todo grito da força de todo agito da luta em todo rito da agonia dos aflitos esses que, no desespero e na lascívia são o espírito a vagar divagando no despenhadeiro cantando de outros canteiros adubando ninhos de bandos nos recantos de todos os encantos de sementes dos óvulos de semens tão aqui, no encontro dessas viagens de nossas ...

a classe média e o povo

entre os dois o endeusado, deus sempre usado, ótico ótimo despótico sério engana-dor, o saquea-dor, e o roubado humilhado ignorado assassinado entre os dois entre o rico e o pobre a classe média é o pêndulo se vai pra direita é meio imbecil meio cafajeste meio indiferente meio cínica meio metida meio besta sempre no meio da pretensão da ostentação da louvação quando no meio da mistificação mas se vai o pêndulo da classe média pra esquerda é meio socializante a classe média meio inteligente meio fascinante meio interessante meio instigante e pendula pra lá e pra cá pendula pendura na forca o pinto de choco ovo abortado do que poderia ter sido a gema e nunca será a média classe ema nem rica e nem pobre sem teorema no insosso odre algema: repuxos pulsos dilemas embora do devaneio a perdição comum, se multitudinária, incomum, porcada vara ara vária diabolicamente unitária ainda que quixotesca hilária noturn...